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Daniel Cady: "Me sinto mais à vontade na água do que em terra"

Nutricionista, esportista e apaixonado pelo mar. O baiano Daniel Cady, de 33 anos, é um entusiasta do bem-estar, aliando boa alimentação, práticas saudáveis e um jeito simples e tranquilo de navegar pela vida. O Mar Bahia conversou com ele, que em um bate-papo direto, falou um pouco sobre sua rotina na Baia de Todos os Santos.

Foto: Arquivo Pessoal

MAR BAHIA – Além de sua atividade mais conhecida, que é a de nutricionista, você tem uma relação muito intensa com o mar. Fale um pouco sobre essa afinidade.

DANIEL CADY – Minha relação como mar vem desde criança...meu avô velejava, foi um dos primeiros sócios do Yacht Clube da Bahia, onde eu cresci, junto com minha família que sempre foi de homens do mar. Me sinto mais à vontade na água do que em terra, acredite. Por isso, sempre surfei, mergulhei, nadei, pesquei e tenho essa forte ligação com a água.

MB – Pesca, mergulho, caiaque, surfski, stand up, vela... São muitas as modalidades que você pratica. Existe uma a qual você se dedica mais?

DC – Difícil essa pergunta! Mas, a que eu sinto mais prazer é o mergulho, que pra mim é uma terapia, um momento de meditação profunda naquele silêncio...sair da superfície e mergulhar naquela profundidade me dá muita calma e paz. É a minha atividade predileta dentro da água.

Foto: Arquivo Pessoal

MB – Normalmente qual é a sua rotina com esportes náuticos na Baia de Todos os Santos?

DC - Depende muito da época. Agora com filhos, tenho menos tempo disponível, mas procuro remar pelo menos duas vezes por semana, além de, quando as condições estão boas, pescar ou mergulhar pelo menos uma vez no fim de semana. Mas, se pudesse estaria todo dia na água. Quando era moleque eu fazia isso todos os dias.


MB – Recentemente seu filho, Marcelo, se formou na Escola de Vela do YCB e já é um pequeno velejador. Ele também já tem essa afinidade com o mar ou essa foi uma forma de incentivá-lo na vida náutica?

DC – Acabou que essa paixão, essa afinidade foi herdada também por ele, que se amarra pelo remo, velejar, pescar...está seguindo os passos da família...filho de peixe, peixinho é! (Risos).


MB – O nome Marina, de uma das suas filhas, tem esta inspiração?

DC – Tem sim. Marina é "aquela que vem do mar". Foi meu filho quem escolheu e tem tudo a ver com a nossa história.


MB – Ivete também acompanha você em suas aventuras no mar?

DC – Sempre que possível Ivete acompanha, apesar de enjoar um pouco, ela topa tudo.

Foto: PhotoSub

MB – Estando tão frequentemente imerso no universo marinho, você certamente tem um cuidado maior com a sua alimentação e seu corpo. Existem alimentos mais específicos que proporcionam um maior condicionamento e proteção neste ambiente? Pode listar alguns?

DC – Eu sempre me cuidei e procuro me alimentar de uma forma equilibrada, mas sem radicalismos. Também estou sempre me exercitando para ter saúde e continuar fazendo o que eu gosto, sobretudo para mergulhar, evitando excessos, bebidas alcoólicas e tendo uma rotina bem regrada. Não existe um alimento específico para isso, mas quando passamos muito tempo no mar você acaba resfriando muito o corpo, então é importante que você ajuste isso usando alimentos que o aqueçam, não só na temperatura (como chás, cafés, sopas), como na forma do preparo. É um equilíbrio. Grelhados, assados, gengibre, pimenta...tudo isso ajuda. O resfriado que algumas pessoas têm após estarem muito tempo na água vem justamente disso.


MB – Você acompanha de perto atletas de alto rendimento como Allan do Carmo, por exemplo, que treina em diferentes condições de mar, além das piscinas. Quais são as peculiaridades deste tipo de treino tão específico para o nosso organismo, como na água salgada?

DC – O Allan é um maratonista aquático e ele precisa se condicionar dentro da água porque a maratona pode ser num lago, açude, no mar... Então, este condicionamento deve ser feito com técnicas diferentes para proporcionar que ele deslize sem a interferência das ondas, por exemplo. São treinos muito puxados mesmo e ele precisa estar bem familiarizado com todos os possíveis movimentos do mar.


MB – Quais são os pontos da Baia de Todos os Santos que mais chamam a sua atenção e por quê?

DC – Essa pergunta é difícil! Mas, o lugar que eu mais gosto é o Farol da Barra, onde tem os naufrágios...além de Ilha de Maré, Ilha dos Frades, a Penha...mas o Farol é o lugar que eu mais frequento, remando no fim da tarde, além de que eu tenho uma ligação muito forte com esse lugar porque meu pai me levava para brincar e ver o mar quando eu era pequeno.

Foto: Diego Santiago

MB - O melhor e o pior do mar da Bahia

DC – O melhor é a água limpa, a temperatura quente o ano inteiro com condições boas para todas as práticas náuticas. O pior é quando vemos lixo no mar, muitos sacos, garrafas, latas...mas ainda assim é o melhor lugar do Brasil para mim.


MB – Direto do mar, o que não pode faltar nunca em sua mesa?

DC – Quase tudo que vem do mar é comestível, nutritivo e saudável. Por isso, não pode faltar peixe, sobretudo o Vermelho, que eu amo, polvo, siri, lambreta, enfim, todos os frutos do mar são bem-vindos!


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