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Tragédia em Mar Grande completa um ano


Nesta sexta-feira (24) o acidente com a lancha Cavalo Marinho I, em Mar Grande, completa um ano. A tragédia deixou 19 mortos e segue com uma passageira desaparecida, até então. De lá para cá, pouca coisa mudou efetivamente no transporte de passageiros, que segue diariamente entre Salvador e Vera Cruz, num percurso de cerca de 10 milhas. De acordo com a Defensoria Pública do Estado, tramitam 46 ações de vítimas e seus familiares, que ainda aguardam indenização, sem que haja por enquanto nenhum acordo entre as partes. Enquanto isso, a empresa responsável pela Cavalo Marinho I e outras embarcações que fazem a travessia - a CL Empreendimentos - continua operando o sistema normalmente. No transporte de passageiros pouca coisa mudou. Apesar de algumas lanchas informarem aos passageiros os procedimentos de segurança e o uso de coletes, o sistema segue sem controle e registro de identificação e sem uma base de fiscalização contínua nos terminais.

Foto: Marina Silva

A travessia Salvador-Mar Grande existe desde a década de 1950 e este foi o primeiro acidente grave que se tem notícia no sistema - preferido por baianos e turistas em função da agilidade, em comparação ao ferryboat. A Cavalo Marinho I operava há cerca de 40 anos na Baia de Todos os Santos e era uma das embarcações mais antigas navegando, com capacidade para 160 passageiros. No site da empresa responsável pela embarcação, uma nota de um ano atrás segue em destaque sem nenhuma atualização.

A Capitania

O Mar Bahia entrevistou o Capitão dos Portos da Bahia, que entre outros assuntos informou que todo o trabalho de investigação e conclusão do inquérito que cabia à Capitania foi feito e que agora o processo corre no Tribunal Marítimo da Marinha do Brasil. "Em relação específica ao acidente, as causas apontadas foram negligência e imprudência, então seguimos realizando o nosso trabalho da melhor forma possível, mas não há como haver um preposto específico para fiscalizar o cumprimento das exigências 24h/dia. Vale ressaltar que nada impede que a Agerba também faça sua parte e atue fiscalizando", declarou o capitão Leonardo Andrade Silva.


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