Porto da Barra terá câmeras para fiscalizar embarcações
- Mar Bahia

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A Prefeitura de Salvador avança na implantação de um sistema de sinalização náutica para reforçar a segurança dos frequentadores da praia do Porto da Barra, um dos pontos turísticos mais movimentados da capital baiana.
O projeto prevê a instalação de uma linha de boias marítimas que irá delimitar a área exclusiva para banho e restringir a circulação de embarcações motorizadas próximas à faixa de areia.A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal do Mar (Semar), com processo licitatório conduzido pela Secretaria Municipal de Gestão (Semge). O pregão eletrônico já foi homologado e a próxima etapa é a assinatura do contrato com a empresa vencedora, sediada em São Paulo, para início da implantação.

De acordo com titular da Semar, Maria Eduarda Lomanto, a implantação das boias de proteção no Porto da Barra representa mais um passo importante na construção de uma cultura de convivência segura e organizada do litoral soteropolitano.“Estamos falando de uma das praias mais emblemáticas e frequentadas da cidade, que recebe diariamente moradores, turistas, esportistas e embarcações. Nosso objetivo é justamente garantir que todos possam aproveitar esse espaço com mais segurança, responsabilidade e respeito ao mar. Essa é uma medida já consolidada em grandes cidades costeiras do mundo e que agora passa a integrar a estratégia de ordenamento náutico e proteção aos banhistas em Salvador.
”As boias serão posicionadas a cerca de 80 a 100 metros da faixa de areia, criando um perímetro seguro para banhistas. Dentro desse espaço, não será permitida a navegação de lanchas, motos aquáticas e outras embarcações motorizadas. A medida responde a episódios recentes de invasão de embarcações em áreas de banho como Boa Viagem, Ribeira e o próprio Porto da Barra. De acordo com a Semar, o projeto piloto será implantado no Porto da Barra por se tratar de um dos principais cartões-postais da cidade e por concentrar grande fluxo de turistas ao longo do ano, especialmente no verão. A proposta é melhorar o ordenamento e garantir mais segurança para moradores e visitantes.
O empresário Alexandre Jatobá, de 44 anos, pilota jet ski há 12 anos e, além disso, produz eventos náuticos em Salvador. Para ele, a instalação das boias é importante para o setor náutico.
“Desde a criação do Comitê Náutico da cidade, Salvador vem se destacando neste setor e ganhou mais notoriedade com a Semar. É fundamental essa delimitação de uma área com segurança para os banhistas. Trata-se de um modelo já adotado em diversos países e irá contribuir para o ordenamento da área do Porto da Barra, evitando acidentes”. Jatobá, que é também vice-presidente da Associação Náutica da Bahia, afirma que vem percebendo um aumento considerável na aquisição de novas embarcações.
Ações complementares – Além da instalação das boias, o projeto inclui a fabricação e implantação de poitas em concreto armado e barreiras marítimas, com apoio de balsa, para execução das operações no mar. O prazo estimado é de 20 dias para fornecimento dos materiais e de 30 dias para a execução dos serviços, contados a partir da aprovação do orçamento e da assinatura do contrato.
A iniciativa também prevê a requalificação da rampa localizada ao lado do Forte de Santa Maria. Nesse trecho não haverá boias, permitindo o acesso organizado de pequenas embarcações, canoas e praticantes de esportes náuticos, sem comprometer a segurança dos banhistas. O projeto inclui ainda a instalação de câmeras de monitoramento marítimo, em parceria com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit).
As imagens serão compartilhadas com a Capitania dos Portos e a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa), reforçando a fiscalização e a identificação de irregularidades. A ação contribuirá também para a proteção do Parque Marinho da Barra, primeira unidade de conservação marinha municipal ligada ao continente, que abriga rica biodiversidade e três naufrágios históricos tombados como sítios arqueológicos nacionais. Após a implantação e ajustes do projeto piloto, a Prefeitura pretende expandir a iniciativa para outras praias da cidade, ainda a serem estudadas, ampliando a segurança e o ordenamento do uso do mar em Salvador.






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