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A importância dos saveiros na Independência da Bahia


O saveiros da Flotilha Itaparicana, comandada por João das Botas, tiveram importância decisiva na Independência da Bahia, consolidada pelos baianos em 2 de julho de 1823. A flotilha era composta de embarcações diversas - canoas, barcos e saveiros - todas de baixo calado. João das Botas teve a ideia de armar os saveiros com canhoneiras que atacavam de surpresa, causando grandes danos aos navios portugueses que se esgueiravam para locais de difícil acesso às embarcações de maior calado. A Flotilha manteve o domínio da Baia de Todos os Santos e o controle do abastecimento das comunicações entre as vilas do Recôncavo e Salvador.

Desenho comemorativo feito por Bel Borba

Quase dois séculos se passaram e centenas de saveiros desapareceram por falta de serviço e manutenção. Dos vinte remanescentes, apenas dois mantêm sua forma original preservada – o É da Vida e o Sombra da Lua. Com aparições pontuais em eventos e regatas, os saveiros, A ASSOCIAÇÃO VIVA SAVEIRO tem a colaboração de alguns "loucos sonhadores", apaixonados pelo mar e pela Baia de Todos os Santos, além do Grupo Kirimurê. Isso permite a restauração de saveiros em estado crítico para que mestres carpinteiros, calafates e costuradores de vela continuem a mostrar a beleza serena das velas e a tradição dos velhos mestres navegadores para que esse tesouro não vá parar no fundo do mar.


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