Boias de proteção completam um mês no Porto da Barra

Um mês após a instalação das boias de proteção no Porto da Barra, banhistas já percebem mudanças na rotina da praia. Implantada pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (Semar), a iniciativa delimita uma área exclusiva para banho, restringindo a circulação de embarcações motorizadas. Nesse período, a Guarda Civil Municipal (GCM) não registrou invasões de embarcações no espaço protegido.

O projeto-piloto, aprovado pela Marinha do Brasil, conta com boias amarelas que delimitam uma área de 90 metros a partir da faixa de areia. O investimento foi de R$ 450 mil, incluindo a aquisição dos equipamentos, o transporte, a instalação e a sinalização.
A titular da Semar, Duda Lomanto, avaliou positivamente o primeiro mês da iniciativa e destacou a receptividade de moradores e turistas. Segundo ela, a delimitação contribui para organizar a circulação de embarcações e reduzir os riscos de acidentes.
“Desde a implantação das boias, temos percebido uma excelente receptividade dos soteropolitanos e dos turistas, que compreenderam a importância da iniciativa e abraçaram a proposta. Os primeiros momentos após a instalação já demonstraram que a medida foi bem assimilada pela população e se apresenta como uma solução eficaz para organizar o uso do espaço marítimo, estabelecer uma separação mais segura entre banhistas e embarcações e, sobretudo, prevenir acidentes”, afirmou.
Fiscalização – Segundo o inspetor-geral da GCM, Marcelo Silva, o monitoramento da área ocorre 24 horas por dia, por meio de câmeras integradas ao trabalho da Capitania dos Portos. Até o momento, não houve flagrantes de invasão da área restrita, mas foi registrada uma ocorrência envolvendo uma moto aquática. “A ocorrência que foi verificada aconteceu quando um condutor de moto aquática atracou sua embarcação em uma das boias. O fato foi registrado e encaminhado para a Capitania dos Portos”, explicou.

Duda Lomanto ressaltou que, neste primeiro momento, a Prefeitura prioriza a orientação dos usuários do espaço marítimo. Em casos de descumprimento, a GCM aciona a Capitania dos Portos, responsável pelas providências cabíveis. A secretária também informou que a experiência poderá servir de referência para intervenções em outras praias da capital.
“Quanto à ampliação para outras praias, estamos atentos às necessidades de ordenamento e segurança do litoral de Salvador. A experiência do Porto da Barra é importante para avaliar resultados e identificar possibilidades de novas intervenções, sempre considerando as características de cada local e a necessidade de garantir uma convivência segura entre banhistas, pescadores e navegadores”, completou a secretária.






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