Casal baiano de velejadores, Juliana Duque e Rafael Martins, conquistam o ouro nos Jogos Sul-americanos de Santa Fé 2026


* As informações são do Comitê Olímpico do Brasil
No primeiro compromisso internacional após o nascimento da filha Lila, de quatro meses, Juliana Duque e Rafael Martins conquistaram a medalha de ouro nas disputas da vela na categoria Snipe Misto nos Jogos Sul-americanos de Santa Fé. O título garantiu ao Brasil uma vaga nos Jogos Pan-americanos Lima 2027 e teve uma espectadora especial: a filha Lila, que acompanhou os pais durante toda a competição.
Na prova, o casal encontrou os melhores ventos e conquistou a medalha de ouro de forma antecipada, ao somar apenas 22 pontos em oito regatas, descartando a última. O segundo lugar foi conquistado pela dupla argentina, formada por Luciano Pesci e Florência Galimberti, que somou 28 pontos, e o terceiro, pelos peruanos Ismael Muelle e Maria Garcia Vegas, com 31 pontos.
Para a mãe, Juliana, o título representou também um marco no retorno às competições de alto nível após o parto por cesárea: “estou muito feliz. A Lila está com quatro meses e este é o nosso primeiro grande campeonato nas classes em que competimos, tanto a Pan-americana quanto a Olímpica (470). Sendo assim, este retorno tem sido muito positivo”, contou a velejadora.

O casal já havia participado de algumas provas desde o nascimento da filha como parte do processo de retomada, entre elas a Semana de Vela de Ilhabela de HPE 25, em julho, quando Lila tinha dois meses de vida. No entanto, os Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026 marcaram o primeiro grande teste físico desde a maternidade.
A volta às competições também exigiu uma operação familiar. A mãe da velejadora, Alina Duque, acompanhou a viagem e ficou responsável por cuidar de Lila enquanto os pais estavam nas regatas. Esta já foi a terceira viagem da bebê com a família.
“A ajuda da minha mãe tem sido fundamental para que possamos continuar treinando e competindo. É uma rotina bastante exaustiva, mas, ao mesmo tempo, muito gratificante. Quando voltamos para terra firme, a Lila sempre nos recebe sorrindo, o que torna tudo mais leve”, contou Juliana.






Comentários