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Don Papito: a melhor lambreta de Salvador

"A história é longa, viu? Tem tempo?” (Risos). Assim Adolfo Ventin Jr. começou a dividir com o Mar Bahia um pouco da longa e deliciosa trajetória do Don Papito, fundado por seu pai, Adolfo Ventin Parada, há 45 anos, em Salvador, traduzindo uma paixão gastronômica recíproca entre a Bahia e a Espanha.

Foto: Mar Bahia
"Não trabalhamos com estoque, nossos produtos são frescos – sempre"

A origem do negócio começou ainda no início na década de 70, no antigo "Os Internacionais", na Mouraria, onde seu Adolfo servia lambreta, salada de aratu e sanduíches - coisas simples e rápidas para atender ao público, do então coração financeiro da cidade. “Nessa época a Bahia não tinha a cultura do azeite de oliva. Se comia lambreta no antigo Mercado Modelo em panelões e era vendida em unidades ou o caldo. Aquilo gerava um incômodo muito grande nele porque todo espanhol ama cozinhar, sobretudo frutos do mar, e ama azeite de oliva. Assim, ele introduziu o azeite na lambreta, tornando isso um hábito comum em Salvador”, conta Junior, orgulhoso.

Foto: Don Papito

Depois disso, Adolfo fundou o Don Papito, agregando mais uma vez a cultura baiana e a ibérica. “Na Bahia, papito quer dizer painho. E ele sempre foi chamado aqui assim. O Don foi apenas uma forma de deixar essa sonoridade melhor”, continua. Agora o carro-chefe era um só: a já tradicional lambreta, que foi se aprimorando até se tornar referência como a melhor lambreta da cidade.

Foto: Don Papito

Nós provamos e comprovamos todas as opções: Tradicional, Selecionada, Marinera (páprica picante e doce, tomate), Gratinada (queijo e tomate) e Baiana (legítimo açafrão espanhol, pimentão vermelho e amarelo e leite de côco) – todas bem grandes, suculentas, preparadas artesanalmente e sem firulas. Para acompanhar, pão, um bom azeite e cerveja super gelada. Uma verdadeira festa do paladar. Dica: às quartas-feiras, a lambreta é dobrada. “Nossos fornecedores são muitos, poucos locais, ainda que todos da Bahia. A lambreta é praticamente um marisco baiano e a sua variedade é grande porque depende muito da condição do manguezal, que é muito diversa. Parece que lambreta é tudo igual, mas não é. Em outros lugares do Brasil, quase ninguém conhece”. Tanto critério tem reconhecimento garantido, não apenas do público fidelizado, como de publicações especializadas e de artistas como Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Sidney Magal e muitos outros.


“O sucesso do polvo veio com o passar do tempo, após nos aprimorarmos na forma de servi-lo. Hoje, por exemplo, o polvo na chapa é o que mais sai, assim como a paella, que nasceu dessa cultura galega de cada um levar um ingrediente e transformá-lo em um belo prato para todos comerem juntos. Depois é que se popularizou, ganhando o requinte que tem hoje”. Junior é quem comanda a cozinha, além de gerenciar pedidos e redes sociais do restaurante.

Foto: Don Papito

Indo ao Don Papito você, com certeza, vai retornar. Então, não deixe de experimentar também a puã de caranguejo, a salada de camarão, a casquinha de siri e a salada de aratu. Tudo servido fresco. “Aqui ninguém entrega mercadoria sem que a gente confira. Aliás, na maior parte das vezes nós é que vamos até o fornecedor e fazemos questão de escolher com muito critério. Não trabalhamos com estoque, nossos produtos são frescos – sempre. São detalhes importantes que antes de chegar ao prato do cliente trilham um caminho extremamente severo de escolha e preparação. Aqui só trabalhamos com o melhor. Pra gente, antes de mais nada, o bem atender e servir vale muito mais do que qualquer coisa. Disso não abrimos mão. Até pérola em uma das lambretas já acharam aqui, imagine! Isso que é sorte!”, sorri Junior, satisfeito. E cá pra nós, sorte foi a nossa! ;)


Serviço

  • O Quê: Restaurante Don Papito

  • Onde: Rua Curimaia, 06. Piatã. Orla de Salvador

  • Tel: (71) 3367.0104/99348.8519

  • Funcionamento: Quarta a domingo, das 17h à 0h


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