Salvador avança em ordenamento náutico com projeto de instalação de boias no Porto da Barra
- Mar Bahia

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O projeto para instalar boias de proteção marítima na praia do Porto da Barra coloca Salvador entre as cidades litorâneas brasileiras que investem em ordenamento náutico e segurança marítima. Iniciativas semelhantes já são adotadas em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Ceará, que utilizam sistemas de balizamento, sinalização náutica e delimitação de áreas exclusivas para banho em praias urbanas e regiões turísticas.

O projeto - Coordenada pela Semar, com processo licitatório conduzido pela Secretaria Municipal de Gestão (Semge), a colocação das boias será viabilizada através de pregão eletrônico, já homologado. A próxima etapa é a assinatura do contrato com a empresa vencedora, sediada em São Paulo, para início da implantação.
O projeto é desenvolvido pela Prefeitura há cerca de dois anos, inicialmente pela Casa Civil. De acordo com a secretária do Mar, a implantação das boias de proteção no Porto da Barra representa mais um passo importante na construção de uma cultura de convivência segura e organizada do litoral soteropolitano.
As boias serão posicionadas a cerca de 80 metros da faixa de areia, criando um perímetro seguro para banhistas. Dentro desse espaço, não será permitida a navegação de lanchas, motos aquáticas e outras embarcações motorizadas. A medida responde a episódios recentes de invasão de embarcações em áreas de banho como Boa Viagem, Ribeira e o próprio Porto da Barra.
O projeto piloto será implantado no Porto da Barra. Em seguida, após ajustes no modelo, a iniciativa deverá ser replicada em praias como Ribeira e São Tomé de Paripe.
Além da instalação das boias, o projeto inclui a implantação de suportes marítimos e barreiras de proteção. A empresa vencedora da licitação será responsável por fornecer e instalar os equipamentos dentro das especificações previstas no edital. A iniciativa também prevê a requalificação da rampa localizada ao lado do Forte de Santa Maria. Nesse trecho não haverá boias, permitindo o acesso organizado de pequenas embarcações, canoas e praticantes de esportes náuticos, sem comprometer a segurança dos banhistas.
O projeto inclui ainda a instalação de câmeras de monitoramento marítimo, em parceria com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit). As imagens serão compartilhadas com a Guarda Civil Municipal (GCM), Capitania dos Portos e órgãos de fiscalização ambiental, reforçando o monitoramento da área e a proteção do Parque Marinho da Barra.






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