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  • Foto do escritorMar Bahia

Amyr Klink: "A Regata João das Botas, que tinha os barcos mais bonitos do mundo, sumiu"

Que Amyr Klink é um navegador notável muita gente já sabe. Em uma de suas entrevistas concedidas neste mês de abril ao jornalista Thales de Menezes, da Revista Isto É, Amyr fala sobre diversas questões ligadas ao mar: seus novos projetos, problemas ambientais, a filha Tamara, e a falta de valorização de um dos maiores patrimônios brasileiros: as embarcações antigas típicas, sobretudo no Nordeste, como jangadas e saveiros.


Em um dos trechos da entrevista, ele menciona que, para o governo, trabalhou apenas com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) a fim de revitalizar embarcações brasileiras antigas, preservando esse conhecimento. E aproveita para falar sobre a tradicional Regata João das Botas, promovida pela Marinha do Brasil, em Salvador, e que não acontece desde 2019.

Regata João das Botas. Foto: Site Mar Bahia

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"No Brasil, a gente valoriza o funk pancadão, mas não sabe o que é uma jangada de píuba ou uma biana, típica do Maranhão. Ninguém reconhece. A regata João das Botas, na Bahia, que tinha os barcos mais bonitos do mundo, sumiu" declara.


O Mar Bahia aproveitou a provocação de Klink e ouviu um dos fundadores da Associação Viva Saveiro, Roberto Bezerra (Malaca), que confirmou a situação dos saveiros na Baía de Todos-os-Santos.


"Infelizmente, existe uma burocracia muito grande, saveiro e cultura não dão voto. A Regata João das Botas é um reflexo do fim dos saveiros na Baía de Todos-os-Santos. É muito difícil; Salvador não tem mais saveiros. Os poucos que sobrevivem (cerca de 20, no máximo) estão espalhados em Nagé, Coqueiros, Jaguaripe e Maragojipe. O resumo da ópera é que os saveiros estão em fase terminal".



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