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Semana Santa: saiba quais são os peixes mais consumidos na Bahia

A Bahia é rica em fauna marinha, tendo o maior litoral do país e um dos maiores estados em consumo de pescado. Durante o período da Semana Santa esse consumo é ainda mais elevado, revelando um pouco da preferência dos baianos na hora de levar o peixe para casa.


Dentre as espécies mais compradas nos centros de distribuição estão o vermelho, robalo, pescada amarela, pescada branca, corvina (as melhores têm o peito amarelo), cavala e a boa e velha sardinha (a mais barata, mais consumida e uma das mais ricas em ômega 3). Já dentre os peixes de água doce, estão a tilápia, salmão, tambaqui e dourado. Estas espécies são criadas em cativeiro ou vem de outras regiões do Brasil e do exterior.


Foto: Reprodução

O Mar Bahia conversou com o biólogo Cláudio Sampaio*, que destacou que a Bahia tem desde áreas de estuários, com manguezais e recifes de corais, e que os peixes mais capturados nestas áreas são tainhas, sardinhas, xaréus, sororoca; todos eles podem ser consumidos tranquilamente. De acordo com ele, é preciso estar muito atento às espécies em extinção (como o badejo e a caranha, por exemplo), que devem ser evitados.


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"O robalo, por exemplo, é um peixe muito valorizado, com uma carne de primeira qualidade, mas que só pode ser comercializado a partir de 30 cm de comprimento. Medindo o nosso palmo a gente já tem uma referência". Ainda segundo Claudio, esse tamanho mínimo é importante porque a partir desse tamanho é levado em consideração a primeira maturação sexual, ou seja, o peixe já desovou e cumpriu um ciclo. No momento da compra também é importante prestar atenção ao frescor, olhos brilhantes, musculatura firme, além do cheiro do peixe, que é bem sincero ao consumidor", declara Claudio.


Mas, e o bacalhau?

Apesar de ser uma tradição que vem se perdendo no período da Semana Santa, o bacalhau consumido no Brasil vem das águas geladas do hemisfério norte. As espécies mais consumidas aqui são o Cod (também chamado do Porto e Imperial), Saithe, Ling e Zarbo.



*Claudio Sampaio é biólogo, professor da UFAL, do laboratório de ictiologia e conservação de Penedo.


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