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  • Foto do escritorMar Bahia

Tudo Odara para o maior campeão da Aratu-Maragojipe

Se existe um campeão de participações e de troféus na Regata Aratu-Maragojipe esse barco é o Odara. O catamarã de 50 pés é um legítimo puro-sangue baiano, recordista de fitas-azuis na regata, que larga neste sábado (24), completando 50 anos.

Foto: Site Mar Bahia

O Mar Bahia conversou com Nelito Taboada, comandante do Odara, que lembrou como nasceu a embarcação e a magia do veleiro. "Nós tínhamos uma escuna, mas queríamos velejar porque adorávamos essa ideia. A solução foi comprar um projeto para construirmos nós mesmos um catamarã, que sequer sabíamos como seria feito. Mas, iniciamos a obra em um estaleiro onde hoje é a Marina Bonfim e em pouco mais de dois anos o barco ficou pronto, utilizando peças de uma embarcação do mesmo tamanho que a nossa, que havia naufragado. Imagine! (Risos).


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Quanto ao nome emblemático, Nelito conta que quem criou, claro, foi Caetano Veloso, mas que no impasse do batismo do barco, um dos sócios do veleiro escutou a música no carro e fez a sugestão. " E mais do que uma coisa maravilhosa, Odara no candomblé, quer dizer um bom estado de espírito, muita alegria, e é realmente isso que esse barco gera para todos nós".

Foto: Mauricio Cunha

Desde a sua construção até hoje, o Odara coleciona cerca de 180 fitas-azuis, conquistadas em competições pelo Brasil, como a Regata Recife-Fernando de Noronha (Refeno), onde estabeleceu recorde de 26h e duas fitas-azuis, além de bicampeões brasileiros da classe Mocra e recordista absoluto da Aratu-Maragojipe. "O Odara participou desta história em quase todas as edições, é uma regata fantástica, com um belo visual e uma grande participação de vários tipos de embarcações. É um xodó", declara Nelito.

Foto: Divulgação/Odara

A tripulação do Odara tem um caráter especial formado por família, marinheiros e amigos de longa data. O atual comandante, Leo Taboada, filho de Nelito, mantém a paixão que vai passando de pai para filho, gerando inclusive um "primogênito": o saveiro Balangandã. "Esse barco nasceu para dar um maior apoio à nossa família e amigos, que não podiam estar a bordo do Odara, em função da segurança e das própria competições. É bastante confortável, com uma estrutura completa e que segue o curso da mudança dos tempos e suas adaptações. A vida e as tripulações mudam e os barcos também, vamos sempre nos adaptando", confessa Nelito.

Foto: Divulgação/Odara

Este ano o Odara já está confirmado em mais uma edição da Aratu-Maragojipe, onde seguirá cantando e encantando no balanço do seu inconfundível ritmo que deixa sim, tudo Odara.


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